Posts Tagged ‘José Roberto Martins

09
jun
09

Economistas divergem sobre os efeitos da compra do Ponto Frio pelo Pão de Açúcar

Deu na Agência Estado…

Ponto Frio foi vendido por R$ 824,5 milhões ou R$ 9,4 mil por ação

Ponto Frio foi vendido por R$ 824,5 milhões ou R$9,4 mil por ação

A aquisição da rede varejista de produtos eletrônicos e eletrodomésticos Ponto Frio, anunciada ontem (8/6/09) pelo Grupo Pão de Açúcar, provocou divergência entre as opiniões de economistas, em relação aos efeitos desta fusão para os consumidores.

Francisco Barone, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), da Fundação Getulio Vargas, acredita que a aquisição faz com que  o setor de eletroletrônicos fique cada vez mais oligopolizado.  “Isso significa que são poucas empresas que dominam o setor. Para o consumidor, isso não é bom, porque acaba inibindo a concorrência”, avaliou.

Segundo Barone, quanto menor o número de empresas de um determinado setor no mercado, a tendência é de todas convergirem para um preço médio. O resultado pode ser a manutenção ou mesmo um aumento de preço ao consumidor final. “É a mesma coisa com as empresas de petróleo. A gasolina tem, mais ou menos, o mesmo preço, porque são poucas as distribuidoras”, disse.

Já o coordenador do curso de MBA Empresarial em Branding (processo de construção de marca), da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), José Roberto Martins, acredita que a aquisição do Ponto Frio pelo Pão de Açúcar será interessante para o consumidor. “Porque é mais uma alternativa de compras de uma empresa que vai ter um custo equivalente às melhores ofertas do mercado”.

Na opinião de Martins, o Grupo Pão de Açúcar conseguirá, com isso, negociar grandes descontos com os fabricantes, que acabam sendo repassados aos consumidores por meio de ofertas promocionais, a preços atraentes. “Então, para o consumidor, são só vantagens”.

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Especialista desqualifica ranking das marcas mais valiosas do Brasil

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13
abr
09

Especialista desqualifica ranking das marcas mais valiosas do Brasil

José Roberto Martins afirma que colocar o Bradesco no topo do ranking é amadorismo

José Roberto Martins afirma que colocar o Bradesco no topo da lista é amadorismo

Na semana passada, diversas matérias pipocaram pelos sites de jornais e revistas econômicas do País abordando o ranking das 100 marcas mais valiosas do Brasil, depois da divulgação de um estudo realizado pela Brand Finance.  A pesquisa, feita pela quarta vez consecutiva, afirma, dentre outras  coisas, que os bancos brasileiros lideram o ranking das marcas mais valiosas do País (tendo o Bradesco no topo da lista) e o mais surpreendente: que as marcas brasileiras não sofreram desvalorização, mesmo em meio a atual e assustadora crise financeira.

O Blog Ezecutivos ficou com a pulga atrás da orelha e conversou com um especialista em branding – conjunto de ações ligadas à administração das marcas – para saber o que ele acha dessa história. Leia nas linhas abaixo o abacaxi que José Roberto Martins,  diretor-fundador da GlobalBrands e coordenador do MBA Empresarial em Branding da FAAP, descasca sobre este levantamento.  Para você se animar e ler até o final, te dou um drops com uma das frases utilizadas por Martins na entrevista:

 “Esses rankings não servem para nada, apenas para vender consultoria aos destreinados”

Leia agora a íntegra da entrevista exclusiva para o Blog Ezecutivos:

Blog Ezecutivos –  O estudo apontou que a crise econômica mundial não influenciou o valor das 100 maiores marcas brasileiras. Que tipo de conseqüências estas marcas podem ter sofrido, então, diante desta turbulência?  Os bancos, por exemplo, que ocupam o topo da lista.

José Roberto Martins – Claro que a crise influenciou o valor das marcas. Devemos lembrar que tais pesquisas são realizadas por consultorias que vivem disso, e, portanto, estão interessadas em valorizar a idéia de que as marcas são recursos à prova de crises. Não é bem assim. No meu entender, por exemplo, não faz sentido acreditar que a marca Bradesco é a mais valiosa do Brasil, haja vista a perda da sua condição de maior banco privado brasileiro, tendência que tem sido verificada há pelo menos três anos. Claro que é uma marca ainda bastante forte, mas dizer que é a mais valiosa chega a ser amador.

BE – Quais os setores mais afetados e por quê? Consequentemente, quais as marcas mais afetadas pela atual conjuntura?

JRM – O pior não é a marca  não ser a mais valiosa, pois, como já mencionei, esses rankings não valem absolutamente nada em termos de pesquisa econômica de ponta. O pior é a marca celebrar tal condição, achando que mesmo contra todas as evidências, ela continua forte. É preciso mergulhar nas entranhas do Bradesco, por exemplo, e verificar porque o banco tem perdido posições de mercado: o que está acontecendo com a sua administração?

Veja o caso da marca Sadia, também celebrada muitas vezes como a mais valiosa do Brasil na sua categoria, chegando, inclusive, a celebrar tal fato em seus relatórios anuais. Por baixo, e fora dos holofotes, a marca sofria problemas de gestão, que culminaram nos recentes fracassos, levando quase à eliminação da marca. Prova de que esses rankings não servem para nada, apenas para vender consultoria aos destreinados.

BE – Qual a postura as empresas devem adotar para manter a força das suas marcas? Quais atitudes devem ser colocadas em prática?

JRM – Marcas não estão à prova de balas. Precisam ser administradas com inteligência e um plano de branding muito bem focado nas forças que sustentam a imagem. Na maioria dos casos, a marca não sobrevive ou se desenvolve desde palavras bonitas ou festinhas custosas. É preciso muito sangue, suor e lágrimas para manter uma marca séria no topo. Atualmente, isso tem sido tarefa para bem poucas. Poucas mesmo!




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