Posts Tagged ‘crise

13
abr
09

Especialista desqualifica ranking das marcas mais valiosas do Brasil

José Roberto Martins afirma que colocar o Bradesco no topo do ranking é amadorismo

José Roberto Martins afirma que colocar o Bradesco no topo da lista é amadorismo

Na semana passada, diversas matérias pipocaram pelos sites de jornais e revistas econômicas do País abordando o ranking das 100 marcas mais valiosas do Brasil, depois da divulgação de um estudo realizado pela Brand Finance.  A pesquisa, feita pela quarta vez consecutiva, afirma, dentre outras  coisas, que os bancos brasileiros lideram o ranking das marcas mais valiosas do País (tendo o Bradesco no topo da lista) e o mais surpreendente: que as marcas brasileiras não sofreram desvalorização, mesmo em meio a atual e assustadora crise financeira.

O Blog Ezecutivos ficou com a pulga atrás da orelha e conversou com um especialista em branding – conjunto de ações ligadas à administração das marcas – para saber o que ele acha dessa história. Leia nas linhas abaixo o abacaxi que José Roberto Martins,  diretor-fundador da GlobalBrands e coordenador do MBA Empresarial em Branding da FAAP, descasca sobre este levantamento.  Para você se animar e ler até o final, te dou um drops com uma das frases utilizadas por Martins na entrevista:

 “Esses rankings não servem para nada, apenas para vender consultoria aos destreinados”

Leia agora a íntegra da entrevista exclusiva para o Blog Ezecutivos:

Blog Ezecutivos –  O estudo apontou que a crise econômica mundial não influenciou o valor das 100 maiores marcas brasileiras. Que tipo de conseqüências estas marcas podem ter sofrido, então, diante desta turbulência?  Os bancos, por exemplo, que ocupam o topo da lista.

José Roberto Martins – Claro que a crise influenciou o valor das marcas. Devemos lembrar que tais pesquisas são realizadas por consultorias que vivem disso, e, portanto, estão interessadas em valorizar a idéia de que as marcas são recursos à prova de crises. Não é bem assim. No meu entender, por exemplo, não faz sentido acreditar que a marca Bradesco é a mais valiosa do Brasil, haja vista a perda da sua condição de maior banco privado brasileiro, tendência que tem sido verificada há pelo menos três anos. Claro que é uma marca ainda bastante forte, mas dizer que é a mais valiosa chega a ser amador.

BE – Quais os setores mais afetados e por quê? Consequentemente, quais as marcas mais afetadas pela atual conjuntura?

JRM – O pior não é a marca  não ser a mais valiosa, pois, como já mencionei, esses rankings não valem absolutamente nada em termos de pesquisa econômica de ponta. O pior é a marca celebrar tal condição, achando que mesmo contra todas as evidências, ela continua forte. É preciso mergulhar nas entranhas do Bradesco, por exemplo, e verificar porque o banco tem perdido posições de mercado: o que está acontecendo com a sua administração?

Veja o caso da marca Sadia, também celebrada muitas vezes como a mais valiosa do Brasil na sua categoria, chegando, inclusive, a celebrar tal fato em seus relatórios anuais. Por baixo, e fora dos holofotes, a marca sofria problemas de gestão, que culminaram nos recentes fracassos, levando quase à eliminação da marca. Prova de que esses rankings não servem para nada, apenas para vender consultoria aos destreinados.

BE – Qual a postura as empresas devem adotar para manter a força das suas marcas? Quais atitudes devem ser colocadas em prática?

JRM – Marcas não estão à prova de balas. Precisam ser administradas com inteligência e um plano de branding muito bem focado nas forças que sustentam a imagem. Na maioria dos casos, a marca não sobrevive ou se desenvolve desde palavras bonitas ou festinhas custosas. É preciso muito sangue, suor e lágrimas para manter uma marca séria no topo. Atualmente, isso tem sido tarefa para bem poucas. Poucas mesmo!

Anúncios
10
abr
09

Mariano Lozano é novo presidente da Danone Brasil

Quem acha que em tempos de crise só existe demissão se engana. As promoções também estão a todo vapor. O grupo francês Danone,  líder mundial de produtos lácteos frescos,  por exemplo, acaba de anunciar a promoção de Mariano Lozano para ocupar o cargo de presidente do grupo no Brasil.  Lozano atua há nove anos como executivo na empresa e assume as rédeas da Danone Brasil em maio deste ano.  O atual presidente no Brasil, Gustavo Valle, por sua vez, também conquistou um lugar melhor ao sol. Ele segue para a Dannon Company nos Estados Unidos, onde ocupará os cargos de presidente e CEO.

Leia também:

NeoGrid contrata nova diretora de RH

PricewaterhouseCoopers terá novo CEO

Allis contrata novos executivos e amplia market share

 

08
abr
09

O varejo vai salvar o planeta?

Empresas do setor desempenham papel cada vez mais importante, tanto para a economia quanto para a consolidação dos conceitos de sustentabilidade

*Por Edson Manzano

Edson Manzano fala sobre responsabilidade social

Edson Manzano fala sobre responsabilidade social

Abril de 2009 – Podemos imaginar o mercado como uma corrente, em que cada elo (consumidor, varejista, atacado/distribuidor, fabricante, fornecedores de insumos, prestadores de serviços) fortalece o outro à medida que faz a ligação para o próximo, criando a famosa cadeia de valor. E não há dúvidas do que faz essa corrente girar: dinheiro! Quanto mais fortes os elos (ligados por meio da qualidade, inovação, relacionamento etc.) maior a capacidade de gerar mais dinheiro para toda a cadeia, certo?

Pela maneira mais dolorosa possível, estamos aprendendo que isso não é bem verdade. Resultados financeiros são e continuarão sempre a ser importantes, mas não se constituem (e não podem se constituir) no único impulsor da cadeia de valor. A prova é a atual crise mundial pela qual passamos.

Na verdade, vendas, faturamento, ROI, dividendos, lucros e tudo o mais relacionado a dinheiro no bolso são conseqüência e não causa. Os verdadeiros propulsores da corrente do mercado hoje estão relacionados à preservação do meio ambiente, responsabilidade social corporativa e investimentos sociais privados. Ou seja, a sustentabilidade é a verdadeira cadeia de valor em que todos nós como cidadãos, consumidores, profissionais, executivos, empresários e acionistas estamos envolvidos! E a ligação direta entre as necessidades e expectativas do consumidor e o relacionamento com uma diversidade de fornecedores fazem do varejo o principal elo desta cadeia.

O melhor exemplo desta iniciativa vem sendo dado pelas redes de supermercado. Se por um lado elas próprias estão adotando medidas radicais para reciclar lixo e reduzir a emissão de poluentes, por outro passou a exigir dos fornecedores certificações sócio-ambientais para garantir que os produtos comercializados em suas lojas não são resultado de desmatamento, trabalho infantil ou pesca predatória. Como conseqüência, a indústria e o comercio em todo o mundo estão adotando práticas sócio-ambientais e, aos poucos, se conscientizam sobre a importância da sustentabilidade.

Atuar com responsabilidade socioambiental, portanto, tornou-se uma estratégia de negócio que abre uma série de novas oportunidades para todos os envolvidos na cadeia de valor. Dessa forma, quem já tinha um planejamento baseado em ações de sustentabilidade deve manter os planos, mesmo que pareça uma tarefa árdua com a chegada dos tempos difíceis. Cortar investimentos na área nesse momento pode acabar trazendo muitos prejuízos no futuro. Quem ainda não se preocupou com o tema, sugiro que o faça logo, pois o mercado está dando muitos indicativos que deixar para cuidar das pessoas e do meio ambiente depois da crise pode ser tarde para a empresa.

* Edson Manzano é diretor da Cromo Steel, líder na fabricação de carrinhos de compras e equipamentos de apoio para supermercados.

24
mar
09

Divisão Logística da Atlas prevê crescimento de 85% em 2009

Trezentos e noventa milhões de reais. Este foi o faturamento da Atlas Transportes & Logística em 2008. Mesmo com a crise econômica, a empresa – que possui 40 filiais em todo País – prevê um crescimento de 85% para a sua divisão logística neste ano, os quais acumulados ao desempenho dos dois últimos anos, farão com que a divisão praticamente triplique seu faturamento.

A aposta da empresa na modalidade está relacionada à tendência natural da indústria de firmar contratos de longo prazo com empresas especialistas em logística,  com o objetivo de aprimorar o controle na gestão da cadeia de suprimento e, consequentemente, obter melhores resultados e maior eficiência operacional.

Nos primeiros meses de 2009, a empresa desenvolveu 26 novos projetos de logística integrada e para cada parceria comercial firmada, um plano exclusivo é elaborado, de acordo com André de Almeida Prado, diretor da Divisão Logística da Atlas. Os números da organização são animadores: frota de cerca de 1,6 mil veículos, 44 armazéns e a capacitação técnica dos 2,6 mil profissionais que atendem mais de 6 mil clientes.

Mesmo em um momento de crise financeira mundial, de acordo com Prado, o volume dos produtos armazenados no segundo semestre de 2008 apresentou um crescimento de aproximadamente 15% em relação ao primeiro do mesmo ano. Já o número de entregas cresceu 10% em relação ao ano anterior. “Estamos otimistas para 2009, porque a tendência de nossos clientes é de investimento no mercado brasileiro”, afirma o diretor.




Newsletter

Você quer receber as novidades do Blog Ezecutivos no seu e-mail? Então se cadastre enviando uma mensagem para: ezecutivos@gmail.com

Este espaço é seu!

Grandes empresas e consultorias em recursos humanos: divulguem aqui, gratuitamente, suas vagas para executivos. Entre em contato pelo e-mail: ezecutivos@gmail.com

Arquivo

Audiência

  • 66,585 acessos

Ezecutivos no Twitter

  • Multinacional busca engenheiro de operações logísticas para trabalhar em Minas Gerais. Salário R$ 17 mil: ezecutivos.wordpress.com 8 years ago