Archive for the 'Carreira' Category

24
ago
09

Executivos encontram-se no LinkedIn

Esta semana fiz uma matéria para o caderno Empregos&Negócios do Jornal A Tarde, que gostei muito de apurar, pois tem tudo a ver com o Blog Ezecutivos. O texto, que fala  sobre a importância da rede social LinkedIn para o desenvolvimento do networking dos executivos, foi publicado ontem (23/08/2009) e você confere ele, hoje, aqui:

Executivos trocam informações no LinkedIn

Rede social voltada exclusivamente para a empregabilidade de profissionais qualificados oferece oportunidades dentro e fora do País

Carine Aprile Iervese

A rede social conta com mais de 25 milhões de usuários, sendo 350 mil brasileiros

A rede social conta com mais de 25 milhões de usuários, sendo 350 mil brasileiros

O ponto de encontro dos executivos e homens de negócios, na internet, tem lugar certo e se chama  LinkedIn. Trata-se de uma rede social corporativa, que conta com mais de 25 milhões de usuários, sendo 350 mil brasileiros. O sistema reúne profissionais qualificados e proporciona o desenvolvimento de redes de relacionamento igualmente de peso.

Para quem pretende se habilitar a uma vaga internacional, esta é, sem dúvida, uma ótima maneira de encurtar caminhos. “O LinkedIn é uma rede social exclusivamente voltada para a empregabilidade, onde encontramos profissionais com um nível de carreira mais consolidado”, destaca Luís Testa, gerente de marketing do site de carreiras Vagas.com.br. 

“É uma ótima ferramenta que está sendo muito utilizada por recrutadores e headhunters para a prospecção de executivos. Como esses profissionais geralmente estão empregados, os processos acontecem de forma confidencial”, explica Renato Grinberg, diretor-geral do portal de empregos Trabalhando.com.br.

De acordo com Testa, o LinkedIn oferece boletins diários sobre o que acontece com as pessoas da sua rede de relacionamentos. “Recebemos diariamente resumos com todas as atividades da comunidade através de e-mail.  As discussões e notícias mais recentes,  as novidades sobre os profissionais cadastrados como contatos pessoais. Se um deles mudou de emprego, se encontrou outro colega da área, que havia perdido o contato”.

Para o gerente de marketing da Vagas.com.br, a grande sacada do LinkedIn é facilitar o network profissional. “Eu, por exemplo, trabalhei na Ericsson. A maioria dos meus gerentes e ex-colegas está cadastrada no meu LinkedIn. No ano passado, o diretor de RH da América Latina da Ericsson me encontrou na comunidade e me adicionou. Ou seja, tenho contato direto com uma pessoa que pode me ajudar em algum projeto profissional futuro”,  conta Luis Testa.

Para Karla Baratto, coordenadora de RH da iThink, empresa especializada em marketing digital, o LinkedIn é  uma das melhores ferramentas para o setor de recursos humanos especializado em recrutamento de executivos. “Além do histórico profissional e acadêmico da pessoa, temos acesso às recomendações e ao networking profissional. Dependendo do perfil, ele traz também grupos de discussões do qual o usuário faz parte. Ou seja, você conhece todo o perfil do profissional através do LinkedIn”, destaca ela.

COMO USAR –  Depois de fazer o cadastro no site (linkedin.com),  o usuário deve procurar seus contatos através do sistema de busca, pelo nome, sobrenome ou e-mail. “Acesse o perfil dos seus conhecidos e consulte os contatos deles para aumentar a sua rede”, explica Luis Testa.

O LinkedIn permite, também que o usuário migre os contatos dos e-mails pessoais para o sistema, possibilitando convidar os conhecidos a participar da rede de maneira rápida e prática. Mas tem um detalhe: esta rede social só oferece duas opções de idioma para o manuseio das suas ferramentas – o inglês e o japonês, o que filtra ainda mais o nível dos usuários.  “Os participantes podem se comunicar em português dentro dos grupos, mas, até pelo nível dos usuários, muitas comunidades adotam o inglês como a língua oficial”, diz Testa.

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19
ago
09

Entenda a diferença entre coaching e terapia

terapiaA equipe da Maxxima Gestão de Carreiras, parceira do Blog Ezecutivos,  montou um esquema prático e bem claro para explicar as diferenças entre os serviços prestados pelo coach e o psicólogo. O objetivo é acabar com a confusão que os executivos fazem em torno do tema.  O especialista em transição de carreira e career coach, Daniel Magno, e a psicóloga, recrutadora de equipes e orientadora profissional, Margarida Silva, trazem as informações. Confira:

Excelência:

Coaching –> Funcional / organizacional
Terapia    –> Existencial

Clientes:

Coaching –> Pessoas “bem resolvidas” em fases distintas da carreira: ascensão, recente promoção, afirmação de carreira, sucessão, recém admitidos etc.
Terapia    –> Pessoas que apresentam problemas comportamentais recorrentes, constantes insatisfações e / ou dificuldades de adaptação.

Metodologia:

Coaching –> Estímulo a atitudes proativas através de perguntas diretas (o que e como).
Terapia    –> Depende da linha terapêutica adotada pelo especialista.

Formato:

Coaching –> Encontros ou reuniões individuais semanais, preferencialmente fora do local de trabalho. A evolução pode ser percebida a cada novo encontro.
Terapia    –> Sessões individuais semanais, necessariamente fora do local de trabalho. A evolução pode ser percebida de forma mais tênue.

Perfil do especialista:

Coaching –> Ter interesse genuíno em pessoas, experiências empresariais consistentes e ser reconhecido como referencial na área.
Terapia    –> Necessariamente psicólogo.

Prazo:

Coaching –> Definido antecipadamente entre as partes. 8 a 10 sessões são o mínimo recomendável.
Terapia    –> Longo e variável.

Instrumentos:

Coaching –> Ferramentas de coletas de dados (roteiros, 360°, PPA e entrevistas), exercícios práticos e feedback honesto.
Terapia    –>  Informais. Usa técnicas para geração de insight a partir de informações reservadas da história de vida.

Indicadores de sucesso:

Coaching –> Conquista da posição desejada, aumento da auto-estima, incremento de performance, redução do stress e melhoria nos relacionamentos interpessoais.
Terapia    –> Alívio e desbloqueio dos sintomas apresentados.

Leia também:

Pesquisa revela eficiência dos coaches: saiba como escolher um

Você é um profissional atraente para um headhunter? Faça o teste

14
ago
09

Você é um profissional atraente para um headhunter? Faça o teste…

avaliacaoO mercado de trabalho quer você? Os headhunters te vêem como uma boa opção para as próximas vagas?

Resposta: Isso depende da adequação que o seu perfil tem para as demandas dos empregadores potenciais, da eficiência de seu marketing pessoal, do seu grau de visibilidade, do seu comportamento na interação com consultores da área de RH, dirigentes, profissionais que eventualmente podem dar referência.

 Um teste oferecido pelo site da Ricardo Xavier Recursos Humanos ajuda você a perceber qual o grau da sua atratividade para o mercado. E se obtiver uma pontuação baixa, você pode tomar medidas para mudar isso. Confira:

Faça o teste clicando aqui.

12
ago
09

Pesquisa revela eficiência dos coaches: saiba como escolher um…

*Por Daniel Magno,

52% dos executivos buscam o serviço de um coach visando a elevação da sua auto-estima

52% dos executivos buscam o serviço de um coach visando a elevação da sua auto-estima

Por que as pessoas buscam coaching? Como elas escolhem um coach? Como avaliam suas experiências em coaching? Quais benefícios este serviço tem gerado em suas vidas e carreiras? Qual o retorno sobre o investimento feito? Esses e outros questionamentos foram alvo do ICF – International Coaching Federation, organização fundada em 1995, nos Estados Unidos, que reúne 13 mil coaches de todo o mundo, em mais de 90 países. A ICF realizou uma pesquisa global on-line, entre setembro e novembro de 2008, com 2.165 clientes de coaching em 64 países. Os principais resultados você vê a seguir:

Perfil dos executivos que buscam por coaching:

– 70% dos clientes estão entre 36 e 55 anos de idade

– 82% são de nível universitário, MBA ou doutorado.

– 52% buscaram coaching visando: o aumento de auto-estima e autoconfiança, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, acesso a melhores oportunidades de carreira e desenvolvimento de competências de liderança.

– 96% dos clientes indicaram que se submeteriam ao coaching novamente.

– 68% indicaram um ROI – Return Of Investment ou Retorno do Investimento – de 100%, ou seja, no mínimo tiveram retorno integral do que foi pago pelo coaching.

– Na média geral o retorno individual sobre o investimento indicado pelos clientes foi de 344%, ou seja, um benefício esperado de mais de três vezes sobre o que foi investido.

No entanto, é imprescindível saber escolher o profissional de coach para não ter arrependimentos e prejuízos futuros. Abaixo seguem algumas dicas para reduzir os riscos:

  1. Peça indicações para outros executivos. Troque informações sobre os coaches já contratados por seus amigos e conhecidos. Pesquise o nome do consultor e da empresa na internet, para levantar possíveis queixas e denúncias.
  2. Tenha uma conversa prévia com o coach que pretende contratar e analise a sua abordagem. Veja se houve empatia entre você e o consultor, perceba se ele sabe escutar, observe a sua linguagem corporal. É aquele primeiro contato e a impressão da conversa.
  3. Construa uma aliança com o coach. Tenha a certeza de que seus assuntos serão tratados de forma profissional e acima de tudo confidencial. O direito ao sigilo é uma peça chave nesta aliança.
  4. Verifique se o coach tem um trabalho estruturado em etapas, se ele apresenta ferramentas de apoio e se tem a formação adequada para conduzir trabalhos desta natureza, tais como certificações e horas de coaching.
  5. Sinta firmeza de que o coach entendeu o que você quer desenvolver e lhe apresentou alguns casos semelhantes, indicando resultados obtidos. A efetividade nos resultados também pode vir da pessoa que indicou o coach.

* Daniel Magno é sócio-diretor da Maxxima, empresa especializada gestão de carreiras e projetos de recursos humanos. É administrador de empresas, recrutador de executivos, especialista em transição de carreira e career coach. Além de ser parceiro e colaborar do Blog Ezecutivos.

11
ago
09

Mais de 50% dos líderes de empresas são dispensáveis

Apenas 19% dos líderes conseguem resultados a partir da aplicação dos seus conhecimentos

Apenas 19% dos líderes conseguem resultados a partir da aplicação dos seus conhecimentos

Uma pesquisa da Entheusiasmos Consultoria em Talentos Humanos, desenvolvida ao longo de três anos, revelou que mais de 50% dos líderes de empresas, entre eles presidentes, diretores e gerentes, não têm condições ou preparo para levar suas organizações a um bom desempenho ou até mesmo a sobreviver num futuro próximo. Segundo Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos, esse dado revela que muitas empresas não têm lideranças aptas a entender que 80% do valor que uma companhia gera hoje vem de ativos intangíveis como relacionamentos, marca, conhecimento, reputação e capital intelectual, relacionado diretamente aos empregados.

“Esse dado explica por quê 75% dos empregados de empresas, de modo geral, segundo levantamento do Conselho Americano de Liderança, não acreditam que suas lideranças podem levar as empresas adiante, com sucesso, nos próximos 5 anos. O fato é que boa parte destes líderes, que administram empresas inclusive de grande porte, não entendem questões muito importantes da modernidade como a relevância de ativos intangíveis, o que certamente vai comprometer o desempenho destas companhias em futuro breve”, alerta. “Líderes precisam agir como resilientes, para promover as transformações necessárias que levem a empresa e entregar resultados de alta performance.”

Nesse sentido, segundo Carmello, muitas empresas se veem diante do dilema de ter que dispensar 50% de sua liderança para ter alguma chance de alcançar sucesso, uma vez que estes líderes têm práticas que inibem a transformação das empresas: “Ao longo de 15 anos de estudos e práticas nas empresas, fizemos algumas perguntas aos líderes e executivos. Uma delas é se eles se consideravam pessoas com conhecimento e eficazes e 80% deles disseram que sim, pois fizeram MBAs, frequentam cursos de atualização e leem várias revistas e jornais. No entanto, quando íamos verificar se estes conhecimentos estavam sendo aplicados, esse índice caía para 39%. E quando íamos avaliar se estes conhecimentos aplicados estavam gerando resultados, o indicador chegava a apenas 19%. Ou seja, apenas dizer que sabe, não significa fazer e, para uma empresa, o fazer é o decisivo, é o que gera resultados”, explica.

Para Carmello, essa enorme descrença nas lideranças empresariais é crítica, pois trava o desenvolvimento das organizações e sua adaptação a mercados crescentemente dinâmicos e mais competitivos. Nesse sentido, as empresas e organizações, de modo geral, precisam agir rápido para compreender se as pessoas que administram as empresas estão preparadas e o que fazer para capacitar aqueles que têm o perfil para a mudança.

Carmello e outros palestrantes como John Wells, presidente do IMD, uma das mais importantes escolas de negócios do mundo, e Fernando Henrique Cardoso, vão debater a gestão de pessoas no Brasil e no mundo, entre os dias 18 e 21 de agosto, no Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (Conarh), que acontece no Transamerica Expocenter, em São Paulo.
 
Mais informações no link blog.conarh.com.br

27
jul
09

Você está preparado para o mundo corporativo em 2020?

Carlos Cruz: "Aprenda a lidar com a autonomia"

Carlos Cruz: "Aprenda a lidar com a autonomia"

“Trabalhar com prazer e liberdade para buscar a realização, sem perder de vista os resultados esperados, tomará conta da nossa realidade”

* Por Carlos Cruz

Caminhamos para um futuro em que não haverá mais espaço para o velho discurso: “A empresa não me reconhece. Não contribui com o desenvolvimento da minha carreira”. Foi-se o tempo em que o lema era vida na empresa. A tendência é de que a responsabilidade pela carreira passe a ser do próprio indivíduo. Até 2020, com o mundo cada dia mais veloz e interligado, essa história de emprego como fonte de renda deve não existir mais. O lema será: trabalhe com amor, foque em resultados e cobre por isso.
 
A realidade profissional no futuro
 
Trabalhar com prazer e liberdade para buscar a realização sem perder de vista os resultados esperados tomará conta da nossa realidade. Os 30 dias de férias por ano perderão lugar para a possibilidade de tirá-las em qualquer período do ano. Pensar desta forma parece uma ilusão e você pode se perguntar: como vou pagar as contas no final do mês? Esse será o nosso desafio, aprender a lidar com a autonomia para saber dividir o trabalho com as outras áreas da vida e, ainda assim, aumentar a rentabilidade com qualidade de vida.
 
Não teremos mais de cumprir horários rígidos e o que vai nos governar é a nossa própria responsabilidade.  Estabeleceremos nossos próprios horários, cientes dos prazos estabelecidos, ou seja, o que será levado em conta serão apenas os resultados. Dessa maneira, cada indivíduo será chefe de si próprio e, por isso, deverá saber se auto-disciplinar.
As hierarquias rígidas e autoritárias já estão perdendo espaço para outras mais flexíveis. Será a era da prestação de serviços, projetos de trabalho com prazos determinados, em muitos casos como freelance, no esquema colaborativo. A pergunta que não me cala é: Você hoje está preparado para as tendências do futuro?
 
Sistema de remuneração
 
Esqueça os valores fixos pagos mês a mês e aprenda a negociar uma remuneração por trabalhos realizados. Diga adeus ao holerite. Dados do governo dos Estados Unidos mostram que pelo menos um terço dos americanos se consideram trabalhadores independentes, uma categoria que inclui autônomos, pessoas que fazem serviço por empreitadas e profissionais temporários. Já no Brasil, o IBGE realizou uma pesquisa com os dados do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica e mostrou que, de 2000 a 2006, ele aumentou de 3,7 milhões de pessoas para 5,1 milhões de pessoas.
 
Eu tive apenas um registro na minha carteira de trabalho e desde cedo trabalho como empregador independente, ou seja, presto serviços com foco em resultados e cobro por isso. Confesso que não foi fácil aprender a administrar o tempo e a ter disciplina, mas hoje não fico limitado apenas a uma instituição e posso aprender com a realidade de diversas empresas, pulverizando a minha rentabilidade.
 
No começo vivi um momento de muita insegurança. É um exercício penoso de desapego para quem ainda se baseia no salário fixo. Vale à pena analisar os prós e contras e, até mesmo, criar uma estratégia para se adequar a essas tendências. A princípio pode parecer que existem mais contras do que prós, mas com o tempo asseguro que isso pode mudar e muito. A minha estratégia para ter essa tranqüilidade financeira foi encontrar clientes que estão se adequando a essa nova realidade e, em alguns casos, propor essa nova forma de trabalho como uma experiência. Como deu certo, fechei contratos de trabalho com um prazo e metas definidas.
 
A tecnologia a favor
 
As tecnologias como smartphones, notebooks mais em conta e conexão wi-fi abundante acabarão com o velho hábito de trabalhar apenas da porta da empresa para dentro. Demorei em adquirir o meu smartphone, mas hoje vejo toda a praticidade que ele oferece. Isso porque não preciso estar no escritório para responder e-mails, ou seja, posso levar meu carro para lavar às 15 horas e, enquanto espero, posso adiantar minhas atividades por e-mail.
 
Obviamente que algumas profissões ainda não estão alinhadas com essa realidade, por serem muito manuais e operacionais. Reflita sobre a sua realidade hoje e faça as escolhas profissionais baseadas em seus valores, ou seja, com o que realmente importa para você. Afinal de contas, as novas tecnologias vão ampliar ainda mais as possibilidades de trabalhar ao redor do globo, em qualquer horário.
 
A combinação que você precisa
 
Os profissionais com mais tempo de experiência e condicionados com o velho modelo de trabalho estão tendo que aprender com a nova geração, que normalmente já tem a combinação tecnologia-velocidade-flexibilidade-cooperação.
 
Desenvolva a sua capacidade de cooperação e assuma uma posição pró-ativa, a fim de encontrar novas formas de trabalho. Atitudes como essa são fundamentais para que você alcance mais resultados e, consequentemente, sua auto-realização.
* Carlos Cruz é coach executivo, coach de equipes e conferencista em desenvolvimento humano
05
maio
09

Liderar em crises (e fora delas)

“Confiança e respeito não são conquistados com certificados de MBA ou após devorar
enciclopédias de liderança”

* Por José Renato Siqueira Jr.
 
liderO grande desafio de todo líder é manter seu time alinhado, coeso e produtivo. E é forte a crença de que ter sucesso nessa missão é algo especialmente complexo em contextos de crise. Pode ser verdade, mas não para o líder que conquistou a confiança e o respeito de seu grupo. São estes dois poderosos ingredientes que o tornam capaz de enfrentar os problemas do dia-a-dia e as crises.
 
Para explicitar isso, relato uma escalada em grupo da qual participei, certa vez. Foi interessantíssimo observar como, naturalmente, a equipe se uniu nos trechos mais difíceis do percurso. Ao líder coube, nos momentos de maior risco, orientar o time de maneira assertiva (com a segurança que seu conhecimento lhe dá), prover recursos adicionais (cordas, ganchos) e, dar o exemplo, mostrando os próximos passos a seguir. Percebi, entretanto, que, nos trechos planos da caminhada, o desafio era diferente. A missão do líder naqueles momentos, mais tranqüilos, era evitar a dispersão e que os participantes melhor preparados fisicamente ficassem muito à frente dos demais, causando perigosa divisão. Afinal, quando o desafio vale para todo o grupo, de nada adianta apenas uma parte “chegar lá”.
 
O líder daquela escalada conseguiu nos levar ao cume da montanha por conta da relação de confiança e de respeito que estabeleceu com cada um dos participantes de sua equipe. O ponto é que confiança e respeito não são conquistados com certificados de MBA ou após você devorar enciclopédias de liderança. São obtidos por meio de suas experiências, ações e convivência como líder, tanto nas crises quanto no dia-a-dia.
 
Resumidamente, podemos dizer que o que importa é como o grupo percebe as atitudes e a relação do líder com temas como transparência no trato das informações; clareza na definição de estratégias, objetivos, regras e valores; envolvimento com os processos de decisão; respeito diante de características e competências individuais; reconhecimento a contribuições e méritos alheios e, principalmente, coerência entre discurso e ações. São estas as variáveis que indicam quem é um líder. Durante a crise ou não.
 
* Consultor da DBM, empresa especializada em gestão de capital humano.




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  • Multinacional busca engenheiro de operações logísticas para trabalhar em Minas Gerais. Salário R$ 17 mil: ezecutivos.wordpress.com 8 years ago