Archive for the 'Artigos' Category

27
jul
09

Você está preparado para o mundo corporativo em 2020?

Carlos Cruz: "Aprenda a lidar com a autonomia"

Carlos Cruz: "Aprenda a lidar com a autonomia"

“Trabalhar com prazer e liberdade para buscar a realização, sem perder de vista os resultados esperados, tomará conta da nossa realidade”

* Por Carlos Cruz

Caminhamos para um futuro em que não haverá mais espaço para o velho discurso: “A empresa não me reconhece. Não contribui com o desenvolvimento da minha carreira”. Foi-se o tempo em que o lema era vida na empresa. A tendência é de que a responsabilidade pela carreira passe a ser do próprio indivíduo. Até 2020, com o mundo cada dia mais veloz e interligado, essa história de emprego como fonte de renda deve não existir mais. O lema será: trabalhe com amor, foque em resultados e cobre por isso.
 
A realidade profissional no futuro
 
Trabalhar com prazer e liberdade para buscar a realização sem perder de vista os resultados esperados tomará conta da nossa realidade. Os 30 dias de férias por ano perderão lugar para a possibilidade de tirá-las em qualquer período do ano. Pensar desta forma parece uma ilusão e você pode se perguntar: como vou pagar as contas no final do mês? Esse será o nosso desafio, aprender a lidar com a autonomia para saber dividir o trabalho com as outras áreas da vida e, ainda assim, aumentar a rentabilidade com qualidade de vida.
 
Não teremos mais de cumprir horários rígidos e o que vai nos governar é a nossa própria responsabilidade.  Estabeleceremos nossos próprios horários, cientes dos prazos estabelecidos, ou seja, o que será levado em conta serão apenas os resultados. Dessa maneira, cada indivíduo será chefe de si próprio e, por isso, deverá saber se auto-disciplinar.
As hierarquias rígidas e autoritárias já estão perdendo espaço para outras mais flexíveis. Será a era da prestação de serviços, projetos de trabalho com prazos determinados, em muitos casos como freelance, no esquema colaborativo. A pergunta que não me cala é: Você hoje está preparado para as tendências do futuro?
 
Sistema de remuneração
 
Esqueça os valores fixos pagos mês a mês e aprenda a negociar uma remuneração por trabalhos realizados. Diga adeus ao holerite. Dados do governo dos Estados Unidos mostram que pelo menos um terço dos americanos se consideram trabalhadores independentes, uma categoria que inclui autônomos, pessoas que fazem serviço por empreitadas e profissionais temporários. Já no Brasil, o IBGE realizou uma pesquisa com os dados do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica e mostrou que, de 2000 a 2006, ele aumentou de 3,7 milhões de pessoas para 5,1 milhões de pessoas.
 
Eu tive apenas um registro na minha carteira de trabalho e desde cedo trabalho como empregador independente, ou seja, presto serviços com foco em resultados e cobro por isso. Confesso que não foi fácil aprender a administrar o tempo e a ter disciplina, mas hoje não fico limitado apenas a uma instituição e posso aprender com a realidade de diversas empresas, pulverizando a minha rentabilidade.
 
No começo vivi um momento de muita insegurança. É um exercício penoso de desapego para quem ainda se baseia no salário fixo. Vale à pena analisar os prós e contras e, até mesmo, criar uma estratégia para se adequar a essas tendências. A princípio pode parecer que existem mais contras do que prós, mas com o tempo asseguro que isso pode mudar e muito. A minha estratégia para ter essa tranqüilidade financeira foi encontrar clientes que estão se adequando a essa nova realidade e, em alguns casos, propor essa nova forma de trabalho como uma experiência. Como deu certo, fechei contratos de trabalho com um prazo e metas definidas.
 
A tecnologia a favor
 
As tecnologias como smartphones, notebooks mais em conta e conexão wi-fi abundante acabarão com o velho hábito de trabalhar apenas da porta da empresa para dentro. Demorei em adquirir o meu smartphone, mas hoje vejo toda a praticidade que ele oferece. Isso porque não preciso estar no escritório para responder e-mails, ou seja, posso levar meu carro para lavar às 15 horas e, enquanto espero, posso adiantar minhas atividades por e-mail.
 
Obviamente que algumas profissões ainda não estão alinhadas com essa realidade, por serem muito manuais e operacionais. Reflita sobre a sua realidade hoje e faça as escolhas profissionais baseadas em seus valores, ou seja, com o que realmente importa para você. Afinal de contas, as novas tecnologias vão ampliar ainda mais as possibilidades de trabalhar ao redor do globo, em qualquer horário.
 
A combinação que você precisa
 
Os profissionais com mais tempo de experiência e condicionados com o velho modelo de trabalho estão tendo que aprender com a nova geração, que normalmente já tem a combinação tecnologia-velocidade-flexibilidade-cooperação.
 
Desenvolva a sua capacidade de cooperação e assuma uma posição pró-ativa, a fim de encontrar novas formas de trabalho. Atitudes como essa são fundamentais para que você alcance mais resultados e, consequentemente, sua auto-realização.
* Carlos Cruz é coach executivo, coach de equipes e conferencista em desenvolvimento humano
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16
maio
09

A hora e a vez da caça: desmitificando os headhunters

Daniel Magno afirma que os headhunters estão perdendo força

Daniel Magno afirma que os headhunters estão perdendo força

“Durante anos vivendo da passividade do emprego, da submissão aos “dengos” dos tais agentes recrutadores e acabrunhados com o próprio desconhecimento do mercado de trabalho, surgem os novos profissionais do século 21…”

 

* Por Daniel Magno Baptista

Durante o final dos anos 80 e boa parte dos anos 90, ganhou força na Bahia a figura do “Headhunter”, aquele profissional que buscava encontrar os melhores profissionais para as posições chaves das empresas. O momento era propício para a proliferação de mais um neologismo, já que estávamos sob a égide do “downsizing”, “reengineering”, “outsourcing”, “core business”, dentre outros. Aos mais desavisados o nome lembrava título de filme de Arnold Schwazenegger ou Harrison Ford, bem no estilo “Blade Runner”.

Enquanto o departamento de pessoal por um lado dava baixas em carteiras de trabalho aos montes, principalmente pela eliminação de funções operacionais e terceirização de atividades ditas “não essenciais”, do outro lado as empresas estavam buscando super-homens para atenderem suas novas e emergentes necessidades estratégicas de competitividade global. Bingo! Recrutadores de pessoal transformaram-se da noite para o dia em “caçadores de talentos”, escudados em metodologia convencional com rótulo de “top secret”. Começa aí a ditadura do caçador, com mais de 10 anos subjugando a caça, aterrorizando o rebanho e vendendo caro sua carne.

Pois bem, agora é a hora e a vez da caça. Os processos de ajustes nas empresas estão se esgotando e todo centro de decisões foi deslocado para as matrizes no Rio ou em São Paulo, inclusive algumas grandes empresas tradicionais da Bahia. Houve um downgrade no quadro gerencial baiano, fazendo com que verdadeiros talentos tenham migrado para outras regiões do país ou redirecionado suas carreiras. Da mesma maneira, os chamados “headhunters” vão lentamente redirecionando suas atuações para outras áreas ou retornando à função de recrutadores de técnicos e especialistas.

Mais do que nunca, agora é a vez da caça. Durante anos vivendo da passividade do emprego, da submissão aos “dengos” dos tais agentes recrutadores e acabrunhados com o próprio desconhecimento do mercado de trabalho, surgem os novos profissionais do século 21, qualificados, polivalentes, seguros, independentes e prontos para deixarem de ser platéia para assumiram o posto de atores principais no teatro da carreira profissional. Esta nova casta de profissionais surge dos escombros dos anos 80 e 90, tomando suas carreiras como patrimônio profissional inalienável e banindo definitivamente os caçadores da savana. Sem caçadores, a caça prolifera e assume o controle do território.

E assim, os velhos e tradicionais caçadores, ante a abundância e dominância da caça, vão perdendo seu valor no mundo animal e descendo alguns degraus na cadeia alimentar. Assim também vão os tempos do “headhunter”, cuja extinção é marcada pela nova maneira com que os profissionais tem encarado suas carreiras, cada vez mais impressas com uma marca personalizada.

* Daniel Magno Baptista é diretor da Maxxima Gestão de Carreira, consultoria empresarial e assessoramento profissional, especializada em transição de carreira e desenvolvimento pessoal.

Obs.: Os textos publicados na seção “Artigos”  são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Blog Ezecutivos.

Leia também:

Matéria da Você  S/A : Dispense o headhunter

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14
maio
09

Mobile Marketing: a era do SMS

“A utilização de SMS em promoções (no  lugar de cartas) gera um resultado maior com um investimento menor para a empresa”

* Por Marcelo Castelo

Marcelo Castelo é referência em ações de publicidade e branding em celulares

Marcelo Castelo é referência em ações de publicidade e branding em celulares

Antes de iniciarmos este assunto, responda às seguintes perguntas: qual foi a última vez que você foi ao correio? Qual foi a última vez que você enviou um SMS? Provavelmente, a sua resposta deve ter sido “não sei” para a primeira pergunta (ou no meu caso, “pelo menos há uns 20 anos”) e “há alguns dias atrás” para a segunda (ou no meu caso que, só hoje, enviei uns três torpedos). Segundo a Nielsen, 60% da população brasileira já enviou um SMS na vida.

Considerando que existem, conservadoramente, hoje no Brasil, cerca de 120 milhões de pessoas com celular (a Anatel fala em 150 milhões de linhas ativas, mas existem pessoas que possuem dois chips ou chips inativos), praticamente todo mundo que possui um celular já enviou um SMS na vida.

Será que 60% da população já enviou alguma carta? Fiz uma rápida enquete aqui no escritório, entre funcionários com menos de 22 anos, e descobri que nem metade destes jovens havia, sequer, pisado em uma agência dos Correios na vida. Um detalhe, 100% deles enviaram ao menos um SMS nos últimos sete dias.

Todo esse questionamento leva à outra pergunta: Por que será que ainda existem empresas que realizam promoções por cartas (junte embalagens e envie para uma Caixa Postal)? Fazendo uma rápida análise, este tipo de promoção, utilizando cartas, possui alguns inconvenientes para o consumidor, como a necessidade de guardar as embalagens, procurar uma agência dos Correios e pagar mais de R$ 0,60 por selo. No caso da empresa, a necessidade de um estoque para as cartas ou mesmo o trabalho de logística para recolhimento das urnas espalhadas nos pontos-de-venda. Resultado: custo operacional, além do risco de extravio.

Para resolver estes “problemas”, existe uma solução muito simples e já testada por várias empresas de diversas categorias como Gillette, Mellitta, Bauducco, Azeite Maria, entre outros. A empresa imprime um código único na embalagem e, o usuário, ao comprar o produto, envia um SMS com o código para um número estabelecido pela companhia.

Para o usuário, é bem mais conveniente (já que o aparelho de celular está ao alcance de suas mãos) e barato (um SMS custa, com impostos, cerca de R$ 0,40, bem menos do que o valor de R$ 0,60 do selo, além do gasto com o transporte para chegar até uma agência dos correios). No caso da empresa, as ações com SMS também são mais vantajosas, pois não há custo da caixa postal, urnas e armazenagem dos cupons. Além de ser mais fácil gerenciar o processo já que o gerente está a um clique do mouse para ver online os resultados da campanha.

E se alguém falar que não há como imprimir um código único na embalagem porque não será possível modificar a linha de produção, já existem soluções para isso. Basta ver a promoção da Nestlé e do Extra, nas quais o código único é impresso no cupom fiscal.

Com o SMS, da mesma forma que não há exclusão das classes C e D, também há inclusão da classe A, pois este público não tem o hábito de postar cartas promocionais nos correios. A maior prova de sucesso do SMS são as dezenas de promoções neste formato que estão circulando pelo mercado, com resultados recordes. Algumas empresas apontam que os resultados são oito vezes superiores às promoções anteriores que utilizavam o envio de cartas.

Portanto, a utilização de SMS em promoções semelhantes gera um resultado maior com um investimento menor. Algumas empresas já estão atentas para este cenário, mas, infelizmente, muitas outras ainda não estão. E sempre que vejo uma promoção dessas, via carta, questionamentos como estes voltam a me tirar o sono.

* Marcelo Castelo é sócio da Agência Digital F.biz  e editor-chefe do blog www.mobilepedia.com.br

05
maio
09

Liderar em crises (e fora delas)

“Confiança e respeito não são conquistados com certificados de MBA ou após devorar
enciclopédias de liderança”

* Por José Renato Siqueira Jr.
 
liderO grande desafio de todo líder é manter seu time alinhado, coeso e produtivo. E é forte a crença de que ter sucesso nessa missão é algo especialmente complexo em contextos de crise. Pode ser verdade, mas não para o líder que conquistou a confiança e o respeito de seu grupo. São estes dois poderosos ingredientes que o tornam capaz de enfrentar os problemas do dia-a-dia e as crises.
 
Para explicitar isso, relato uma escalada em grupo da qual participei, certa vez. Foi interessantíssimo observar como, naturalmente, a equipe se uniu nos trechos mais difíceis do percurso. Ao líder coube, nos momentos de maior risco, orientar o time de maneira assertiva (com a segurança que seu conhecimento lhe dá), prover recursos adicionais (cordas, ganchos) e, dar o exemplo, mostrando os próximos passos a seguir. Percebi, entretanto, que, nos trechos planos da caminhada, o desafio era diferente. A missão do líder naqueles momentos, mais tranqüilos, era evitar a dispersão e que os participantes melhor preparados fisicamente ficassem muito à frente dos demais, causando perigosa divisão. Afinal, quando o desafio vale para todo o grupo, de nada adianta apenas uma parte “chegar lá”.
 
O líder daquela escalada conseguiu nos levar ao cume da montanha por conta da relação de confiança e de respeito que estabeleceu com cada um dos participantes de sua equipe. O ponto é que confiança e respeito não são conquistados com certificados de MBA ou após você devorar enciclopédias de liderança. São obtidos por meio de suas experiências, ações e convivência como líder, tanto nas crises quanto no dia-a-dia.
 
Resumidamente, podemos dizer que o que importa é como o grupo percebe as atitudes e a relação do líder com temas como transparência no trato das informações; clareza na definição de estratégias, objetivos, regras e valores; envolvimento com os processos de decisão; respeito diante de características e competências individuais; reconhecimento a contribuições e méritos alheios e, principalmente, coerência entre discurso e ações. São estas as variáveis que indicam quem é um líder. Durante a crise ou não.
 
* Consultor da DBM, empresa especializada em gestão de capital humano.

08
abr
09

O varejo vai salvar o planeta?

Empresas do setor desempenham papel cada vez mais importante, tanto para a economia quanto para a consolidação dos conceitos de sustentabilidade

*Por Edson Manzano

Edson Manzano fala sobre responsabilidade social

Edson Manzano fala sobre responsabilidade social

Abril de 2009 – Podemos imaginar o mercado como uma corrente, em que cada elo (consumidor, varejista, atacado/distribuidor, fabricante, fornecedores de insumos, prestadores de serviços) fortalece o outro à medida que faz a ligação para o próximo, criando a famosa cadeia de valor. E não há dúvidas do que faz essa corrente girar: dinheiro! Quanto mais fortes os elos (ligados por meio da qualidade, inovação, relacionamento etc.) maior a capacidade de gerar mais dinheiro para toda a cadeia, certo?

Pela maneira mais dolorosa possível, estamos aprendendo que isso não é bem verdade. Resultados financeiros são e continuarão sempre a ser importantes, mas não se constituem (e não podem se constituir) no único impulsor da cadeia de valor. A prova é a atual crise mundial pela qual passamos.

Na verdade, vendas, faturamento, ROI, dividendos, lucros e tudo o mais relacionado a dinheiro no bolso são conseqüência e não causa. Os verdadeiros propulsores da corrente do mercado hoje estão relacionados à preservação do meio ambiente, responsabilidade social corporativa e investimentos sociais privados. Ou seja, a sustentabilidade é a verdadeira cadeia de valor em que todos nós como cidadãos, consumidores, profissionais, executivos, empresários e acionistas estamos envolvidos! E a ligação direta entre as necessidades e expectativas do consumidor e o relacionamento com uma diversidade de fornecedores fazem do varejo o principal elo desta cadeia.

O melhor exemplo desta iniciativa vem sendo dado pelas redes de supermercado. Se por um lado elas próprias estão adotando medidas radicais para reciclar lixo e reduzir a emissão de poluentes, por outro passou a exigir dos fornecedores certificações sócio-ambientais para garantir que os produtos comercializados em suas lojas não são resultado de desmatamento, trabalho infantil ou pesca predatória. Como conseqüência, a indústria e o comercio em todo o mundo estão adotando práticas sócio-ambientais e, aos poucos, se conscientizam sobre a importância da sustentabilidade.

Atuar com responsabilidade socioambiental, portanto, tornou-se uma estratégia de negócio que abre uma série de novas oportunidades para todos os envolvidos na cadeia de valor. Dessa forma, quem já tinha um planejamento baseado em ações de sustentabilidade deve manter os planos, mesmo que pareça uma tarefa árdua com a chegada dos tempos difíceis. Cortar investimentos na área nesse momento pode acabar trazendo muitos prejuízos no futuro. Quem ainda não se preocupou com o tema, sugiro que o faça logo, pois o mercado está dando muitos indicativos que deixar para cuidar das pessoas e do meio ambiente depois da crise pode ser tarde para a empresa.

* Edson Manzano é diretor da Cromo Steel, líder na fabricação de carrinhos de compras e equipamentos de apoio para supermercados.

08
abr
09

Empresário tem menos de dois meses para se adequar ao SPED

Cuidado com os prazos!

Não deixe a integração da empresa para última hora

O início de 2009 marca uma importante e inovadora mudança na área fiscal e contábil.

* Dora Ramos

As exigências do SPED – Sistema Público de Escrituração Digital devem ser cumpridas pelas empresas até janeiro, no que se refere ao âmbito fiscal, e junho, para o contábil. Portanto, é imprescindível que, dentro deste prazo, todos aqueles que possuem um CNPJ estejam em dia com as exigências do SPED.

Mas, afinal de contas, o que é o Sistema Público de Escrituração Digital?

O SPED tem por objetivo integrar a atuação do fisco nas três esferas do governo (municipal, estadual e federal) e uniformizar o processo de coleta de dados. Divide-se em três segmentos:

Contábil: representa a substituição dos livros de escrituração mercantil pelo mecanismo digital;

Fiscal: é um arquivo digital, constituído pelas escriturações de documentos fiscais e outras informações que interessam aos fiscos das unidades federadas e da Secretaria da Receita Federal do Brasil, além dos registros de apuração dos impostos referentes às operações praticadas pelo contribuinte;

Nota Fiscal Eletrônica: faz parte de um processo de integração fiscal, visando o melhor compartilhamento de informações entre os fiscos, facilitando o cumprimento das obrigações tributárias, assim como o pagamento de impostos ou contribuições, além de fortalecer o controle fiscal.

Desse modo, a fiscalização realizada sobre o imposto de renda se tornará mais prática e eficiente, uma vez que as escriturações receberão um padrão digital e único. Além disso, haverá uma redução de custos no armazenamento de documentos e mais segurança para o contribuinte, que praticamente não correrá riscos de fraudes fiscais. Outro dado positivo a favor do novo sistema é o fato de a sonegação de impostos se tornar muito mais difícil. Como todas as empresas estarão inscritas no modelo, as alternativas para burlar a lei serão muito menores.

Muitas empresas encontram dificuldades para se adequarem ao SPED, pois são inúmeras prestações de contas para serem feitas e a familiarização com os programas do sistema leva algum tempo para acontecer. Além disso, há o problema com o cadastramento, já que com a proximidade da data limite da escrituração digital, o número de entidades administrativas em busca da regularização dos dados é cada vez maior. No entanto, o pior problema é justamente a indiferença por parte de alguns empresários que teimam em deixar a integração da empresa para a última hora, como se essa realidade fosse ainda uma ilusão.

A organização é fundamental nesse momento. Tome cuidado com os prazos e busque se informar a respeito de todas as regulamentações que devem ser feitas para sua empresa.

* Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e contadora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial.




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